Saturday, 26 April 2014

22 dias em angola

Um ciclo se fecha e outro se abre. Escrevi este post no dia 27 de março de 2014. Encontrava-me no aeroporto internacional 4 de fevereiro, em Luanda, enquanto esperava em cadeira de rodas pelo embarque Luanda-Lisboa.
Este ciclo iniciou dia 5 de março, por acaso (ou não!) - o meu dia de anos.
Embarquei com a minha colega C.C. por volta das 23h para Angola, destino Luanda. Aterrámos dia 6 de março pelas 7h30 da manhã para uma experiência que iria durar 6 meses, aproximadamente. Iria integrar um projeto de dimensão nacional em Angola.
Posso partilhar que fui bem recebida por angolanos.
SIM:
-sim, o trânsito em Luanda é caótico;
-sim, tudo funciona num ritmo muito próprio;
- sim, é importante ter disponibilidade para sair da zona de conforto;
- sim, há gatos em Angola;
- sim, a Baía de Luanda é maravilhosaa;
- sim, a vida em Luanda é caríssima mas existem locais onde se pode comer por 2000 Kz. Ex: Clube Náutico da Ilha de Luanda;
- sim, o céu africano é lindo;
- sim, Angola desenvolve-se a olhos vistos;
- sim, os supermercados em Angola têm tudo aquilo que temos na Europa;
- sim, provei FUNGE e não é assim tão mau!
- sim, respeitar as regras de trânsito em Luanda é = a transgressão;
- sim, conduzi em Luanda e...é a loucura = a adrenalina em estado puro;
- sim, a brisa em África tem power!
- sim, dancei kizomba;
- sim, fui picada por mosquitos;
- sim, há muitooos portugueses em Angola;
- sim, a internet é fraca mas consegue aceder-se adquirindo uma placa da UNITEL e fazendo a recarga de alguns UTTs;
- sim, conheci a centralidade do Kilamba;
- sim, as crianças angolanas são um mimo;
- sim nesta terra respeitam-se os Mais Velhos;
- sim, os candongueiros (Toyota Hiace) são os reis do asfalto;
- sim, lavei os dentes com água da torneira;
- sim, em Angola trabalha-se!
- sim, um jipe é indispensável para se conduzir na época das chuvas;
NÃO:
- não, não fui assaltada;
- não, não fui mandada parar pela polícia nem nunca me pediram "gasosa";

No vigésimo dia desta estadia fraturei o pé direito em três sítios, em casa e da forma mais insólita possível - num minidegrau de 10 cm, não mais...
Após visita a duas clínicas em Luanda posso dizer que fui bem acompanhada e o diagnóstico médico corretamente efetuado, contudo, optei por regressar a Portugal para ser sujeita a uma intervenção cirúrgica que me obrigou a uma estadia, obrigatória, de 15 dias num hospital público, em Lisboa (falar-vos-ei desta animada estadia nos próximos posts!).

Bom, chegando ao fim deste primeiro post, serve esta partilha para desmistificar alguns mitos sobre Luanda, sobre Angola... mitos esses de quem não está nem nunca esteve neste país e vive alimentando medos sobredimensionados, não obstante a que muitas peripécias por lá possam ocorrer. De toda a maneira, e na Europa, não há?
Por vezes existem recuos que se revelarão avanços mais tarde, é assim que entendo as coisas, como tal espero voltar a Angola em breve***


cenas do próximo post: "do aeroporto de Lisboa para os 15 d.no Hospital"

ESTAMOS JUNTO!


Teresa

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