Em 1995 recebi esta pérola, um mini gravador-espetacular-que-a-madrinha-me-ofereceu-no-natal que utilizava para as mais variadas traquinices de adolescência!
Na ausência de gadgets como os que temos hoje (telemóveis acessíveis a todos, Ipads e afins) eu e as minha vizinhas e uma grande amiga entretinhamo-nos engendrando planos infalíveis e (criativos!) de entretenimento durante as férias de verão com mini gravadores com microcassetes!
E que planos maquiavélicos eram, perguntam vocês?
Plano genial 1
1. Ir à lista telefónica (vulgo Páginas amarelas);
2. Selecionar um nome e nº de contacto telefónico aleatórios;
3. Escolher uma faixa do vinil da novela Sassaricando, colocar a agulha a tocar a Fáfá de Belém e o seu hit de sucesso "Ti -ti-ti";
4. Criar um script dizendo "o seu nº de telefone foi selecionado para este espetacular passatempo da rádio Renascença. Ora responda então à seguinte questão para ganhar um prémio fabuloso: das três opções musicais que vai escutar já de seguida, qual o nome da música que surge na novela Sassaricando??
-Opção 1 - Cheiro de amor; Opção 2 - Cantando no toró; Opção 3 - Ti-ti-ti???
5. Ensaiar o script (parte 1 e 2);
6. Gravar a primeira parte do script;
7. Gravar a segunda parte do script onde respondíamos, em antecipado, às questões que a pessoa incrédula (do outro lado) fazia. Às vezes corria mal porque o tempo da pergunta e da resposta tinham algum delay (eheeh!);
8. Ligar para a pessoa "sorteada" e quando esta atendia o telefone, lá estavamos nós, quem nem verdadeiras radialistas a colocar a gravação do script no ON.
E PUUUUFF! Desligavamos o telefone em seguida e ríamos a bandeiras despregadas até nos tornarmos em anjinhos do Quem Tramou Roger Rabbit? (que é como quem diz - "já fomos!"
O plano genial 2 foi gravar o anúncio genial da Telecel que passava em 1995.
Passos idênticos ao plano genial 1 mas, desta feita assim que a pessoa atendia o telefone ativavamos a gravação do "Tou sim? Um momento. É para miiiiim!
Do outro lado um confuso "Estou sim?Quem fala?"
E pimba! Desliga!
Ahaha, eram fabulosamente maquiavélicas as nossas singelas brincadeiras com um simples gravador.
Não tão singelas e inofensivas foram as contas de telefone fixo que fiz à minha mãe...OOOoops!
Bom, também dei um uso pedagógico a este meu mini gravador, gravando as aulas de matemática de 10º ano...uii, era a única forma de assimilar e resultou (mais ou menos..).
Espero ter-vos ajudado a viajar um pouco no tempo, pelo menos os que se recordam dos maravilhosos anos 90!
Um largo abraço e bom domingo!
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