Sunday, 12 October 2014

Caros amigos,

Neste dia ameno e cinza esverdeado de outubro, vos digo que a chuva me é prazerosa, me abraça os cabelos e tece a frescura das minhas emoções.
Pois bem, perante a pergunta:

"Imagina que afinal vives até aos 100 anos de idade e que estás na tua festa de aniversário com dezenas de amigos, familiares, colegas à tua volta. Escreve agora um discurso que farias no teu centésimo aniversário a todos os que te são mais queridos...."

O meu discurso seria:

Meus amigos, minha família, meus colegas, neste meu centenário vos digo que a nossa colheita depende das sementes que vamos lançando no solo, depende da forma como as cuidamos e regamos um dia e outro dia e outro dia...
Sinto-me agricultora da Vida, neste caso, da minha Vida.
Em criança vivi cada momento com a intensidade possível, e ainda hoje me recordo do som dos barcos "uivando" no porto de Lisboa. Da varanda comprida da casa avistava o Tejo, apenas separado pela visão dos guindastes Gottwald e dos contentores coloridos que mais me lembravam uns Legos gigantes, cuidadosamente, amontoados.

Em adulta fui regando com a água da felicidade, cada talhão (área) da minha Vida acariciando e dando especial atenção a cada broto novo que resultava do meu trabalho de Relação com o outro.

Todos vocês representam um broto da minha colheita, e que refinada colheita

Um carinhoso abraço em cada um de vós.

Obrigada por regarem a minha felicidade estando hoje, aqui presentes, neste momento de genuína alegria.

Alegria....a mesma alegria a que Clóvis de Barros Filho se refere quando diz que Alegria «é quando ganhamos potência para agir» ou, «passagem para um estado mais potente do próprio ser», de B. Espinoza.

Sejam humildes e desfrutem das gotas de inteligência emocional que vos resta encarando-as como adubo para a vossa Existência.

Vossa Teresa





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